Segurança
Como reduzir riscos ao operar com Dólar Digital no Brasil.
Gustavo Coelho

Dólar Digital (USDT/USDC) é uma forma prática de se expor ao dólar, mas, como qualquer ativo digital, exige cuidado. A boa notícia: a maior parte dos riscos é endereçável com práticas simples e a escolha certa de contraparte.
Os principais riscos
- Contraparte: operar com quem não tem estrutura, compliance ou autorização adequada.
- Custódia: guardar ativos de forma insegura, sujeita a perda ou roubo de chaves.
- Erro de rede/endereço: enviar para o endereço errado ou em rede incompatível pode causar perda irreversível.
- Golpes: ofertas “boas demais”, falsos suportes e links fraudulentos.
Boas práticas que reduzem (muito) o risco
- Opere com prestador autorizado. Com as novas regras do Banco Central (em vigor em 2026), o mercado caminha para que apenas prestadoras autorizadas, ou em processo de autorização, atuem no país. Prefira quem leva conformidade a sério.
- Ative a autenticação multifator (MFA) em todos os acessos.
- Use whitelist de carteiras: cadastre e autorize previamente os endereços de saque.
- Confira a rede e o endereço antes de cada transferência — e faça um teste com valor pequeno quando possível.
- Exija boa custódia: cold storage e carteiras multisig elevam o padrão de proteção dos ativos.
- Desconfie de pressa e de promessas. Ninguém sério pede senha, seed phrase ou pagamento adiantado “por fora”.
Segurança é processo, não sorte
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